Meditação em um minuto

 

 

Há alguns autores, tais como Boroson (2012) que incentivam a realização da meditação em um  instante, em um minuto. A sua  justificativa se baseia no fato de que um momento pode ser significativo e transformar sua vida. Por exemplo, num instante um motorista encontra o outro e há uma colisão, há um tremor de terra, uma reviravolta no mundo das ações. Mas também um instante pode trazer inspiração e alegria, quando você se maravilha com a visão de uma flor, quando alguém o ajuda a resolver um problema ou quando inesperadamente você tem uma nova idéia. A intenção desses autores é que a pessoa aproveite momentos de sua vida diária, por exemplo, quando aguarda o computador ligar, quando aguarda uma comida ser feita no forno, etc.  Boroson descreve em seu livro a técnica que desenvolveu onde sugere o treino inicial do “minuto básico”, seguido do “minuto portátil”, onde a pessoa passa a contar suas respirações e pode dispensar o alarme. Após sugere também a utilização do “minuto emergencial” que pode ser realizado em situações de emergência ou pressão. E após sugere técnicas mais avançadas como o “ciclo da respiração única”.

Considero essa idéia interessante e acredito que essa prática da meditação em um instante pode ser útil para algumas pessoas pois a meditação não pode ser considerada um teste de resistência, isto é, quanto mais a pessoa conseguir ficar imóvel melhor. Também não é necessário ser praticada em um local de silêncio absoluto. Na verdade ela deve ser totalmente incluída no dia a dia da pessoa e o incentivo de praticá-la em um instante pode facilitar a inclusão desse hábito. O que eu observo em minha prática com pacientes que tem dor é que é necessário muitas vezes um tempo maior de meditação para que os mesmos alcancem o relaxamento muscular que influenciará na melhora da mesma, e neste caso um minuto apenas pode não ser o suficiente.

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