Artigos de agosto 24th, 2011

A mente tagarela e a meditação

No cotidiano vivemos muitos papéis, o de mãe, de pai, de filho(a), de irmão(ã), de esposa, de marido, de amigo(a), de profissional, de vizinho(a), de cidadão(ã), de consumidor(a), etc. Cada um desses personagens que representamos tem voz própria, problemas, dúvidas, e desejos. Isto resulta em nossa mente um contínuo matraquear, o que chamamos de “mente tagarela”.

Temos também o hábito de não vivermos o momento presente, e sim estarmos com os pensamentos ligados ao passado, ao que já ocorreu, ou ao futuro. Muitas vezes tendo sentimentos de arrependimentos, mágoas e saudades do que já se passou em nossas vidas. Ou então com sentimentos de ansiedade, medo e preocupações com o que poderá acontecer em nossas vidas. Mas não conseguimos mudar o passado ou fazer o tempo voltar, muito menos antecipar o que vai ocorrer no futuro, então, quando agimos assim, na verdade estamos desperdiçando nosso tempo.

Com isso ficamos muitas vezes afastados do único tempo que realmente nos pertence: o instante presente. Temos dificuldade de estar no “aqui e agora”.

Mas na verdade o nome é PRESENTE pois é tudo o que possuímos, é onde tudo acontece, onde podemos de fato fazer algo e modificar as coisas. E é possível, através de nosso firme propósito, mergulharmos totalmente naquilo que estamos realizando no momento presente, independentemente do que seja, diminuindo a “mente tagarela”.

A meditação, ao acalmar o turbilhão de pensamentos que comumente temos, nos traz para o momento presente e nos faz mergulhar em uma sensação de bem estar interior, de paz interior.